Na Terramazonia, a obtenção da proteína da castanha-do-Brasil ocorre a partir do mesmo processo de prensagem mecânica a frio utilizado para extração do óleo. Essa técnica permite separar naturalmente as frações da amêndoa — óleo, proteína e fibra — preservando suas características nutricionais e sensoriais. É um método amplamente utilizado na indústria de alimentos naturais quando o objetivo é manter a integridade da matéria-prima, evitando alterações provocadas por altas temperaturas ou solventes químicos.

O processo inicia-se com a seleção e preparo das castanhas, garantindo que apenas amêndoas íntegras e adequadas para processamento sejam utilizadas. Após essa etapa, as castanhas passam por um tratamento térmico leve e controlado. Esse aquecimento não tem a finalidade de cozinhar ou degradar o alimento, mas sim de facilitar a liberação do óleo durante a prensagem, tornando o processo mais eficiente e reduzindo o esforço mecânico do equipamento.

Em seguida, as castanhas são encaminhadas para a prensa mecânica, onde ocorre a extração por compressão física. Nesse equipamento, a matéria-prima é submetida à pressão, fazendo com que o óleo seja liberado naturalmente da estrutura da amêndoa. O processo é realizado em ciclos de prensagem, podendo ocorrer repetições com pequenos intervalos.

Durante essa etapa, ocorre a separação de dois produtos principais:

  • o óleo de castanha-do-Brasil, que é coletado e posteriormente filtrado ou decantado para remoção de partículas sólidas;
  • e a torta de castanha desengordurada, que concentra proteínas e fibras, constituindo a base para o desenvolvimento de ingredientes proteicos.

É a partir dessa torta que se obtém a proteína da castanha, um ingrediente naturalmente rico em aminoácidos, incluindo compostos sulfurados como metionina e cisteína, que possuem relevância nutricional . Esse perfil proteico torna a castanha uma matéria-prima estratégica para aplicações em alimentos funcionais e formulações plant-based.

A principal vantagem da prensagem a frio está na preservação das características naturais da castanha. Como o processo evita temperaturas elevadas e o uso de solventes químicos, tanto o óleo quanto a fração proteica mantêm sua qualidade nutricional original. Evidências indicam que a castanha-do-Brasil é naturalmente rica em ácidos graxos insaturados, compostos antioxidantes e selênio , o que pode contribuir para a proteção contra o estresse oxidativo e para o equilíbrio do organismo.

Além disso, esse método contribui para manter a qualidade sensorial dos ingredientes, preservando características naturais da matéria-prima. No caso da fração proteica, isso se traduz em melhor aplicabilidade tecnológica e maior valor agregado em alimentos.

Outro aspecto relevante é o caráter sustentável do processo. A prensagem a frio reduz a necessidade de insumos químicos e permite o aproveitamento integral da castanha, transformando o que seria um subproduto em um ingrediente funcional de alto valor nutricional.

 

Dessa forma, o processo adotado pela Terramazonia alia eficiência tecnológica, qualidade nutricional e aproveitamento integral da matéria-prima, resultando em uma proteína vegetal amazônica que carrega a potência da floresta com responsabilidade e inovação.