Introdução
A semente de abóbora é um dos ingredientes naturais mais completos quando falamos de vitalidade, equilíbrio metabólico e saúde sexual. Rica em zinco, magnésio, proteínas, fibras e compostos bioativos como fitosteróis e antioxidantes, ela oferece um conjunto de benefícios que vão desde o suporte hormonal até a melhora da energia e da função imunológica. Seu teor elevado de arginina, aminoácido precursor do óxido nítrico, também favorece a circulação e a oxigenação dos tecidos, dois pontos essenciais para desempenho físico e para a saúde sexual masculina e feminina.
Por sua versatilidade nutricional e perfil funcional robusto, a semente de abóbora se tornou um ingrediente estratégico em fórmulas como o Libbido da Terramazonia, onde atua de forma sinérgica para promover disposição, equilíbrio e vitalidade. Neste artigo, reunimos as evidências científicas sobre suas propriedades e explicamos por que ela vem ganhando destaque na nutrição funcional moderna.
Resumo dos artigos científicos:
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A farinha de semente de abóbora (FSA) é rica em proteínas, lipídios insaturados, fibras e minerais, com destaque para zinco, essencial para saúde metabólica, imunidade e função sexual.
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Estudos mostram propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, hipoglicemiantes e hipolipemiantes.
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A FSA favorece o equilíbrio metabólico: reduz glicemia, colesterol e triglicerídeos (estudos em modelos animais).
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A alta presença de arginina e compostos bioativos está associada à melhora da circulação, produção de óxido nítrico e apoio à função sexual masculina e feminina.
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O ingrediente promove saúde intestinal devido ao elevado teor de fibras insolúveis.
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Alta estabilidade microbiológica e bom valor nutricional fazem da FSA um ingrediente seguro e sustentável.
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Ideal para fórmulas funcionais, inclusive produtos voltados para energia, vitalidade e libido.
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A farinha de semente de abóbora é um ingrediente natural, nutritivo e muito poderoso. Ela é rica em fibras, proteínas, gorduras boas e minerais importantes — principalmente o zinco, conhecido por ajudar na imunidade, energia e também na saúde sexual.
Pesquisas mostram que esse ingrediente pode ajudar a melhorar o metabolismo, reduzir açúcar e gorduras no sangue e até favorecer o bom funcionamento do intestino. Além disso, a semente de abóbora contém compostos que estimulam a circulação e a produção de óxido nítrico — um dos principais mecanismos ligados à vitalidade e ao aumento da libido.
Por ter alta densidade nutricional e ainda ser um ingrediente sustentável (já que aproveita um resíduo que normalmente seria descartado), a farinha de semente de abóbora se torna um ótimo aliado em produtos naturais para energia, equilíbrio metabólico e saúde sexual.
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Prévia do Artigo
O artigo “Caracterização da farinha de semente de abóbora obtida por secagem em micro-ondas e estufa”, publicado no Brazilian Journal of Development, v.7, n.3, p. 22267–22283, em março de 2021, tem como autoras Kássia Héllen Vieira, Fabiana Regina Lima, Regiane de Melo, Keyla Carvalho Pereira, Cássia Duarte Oliveira, Cristina Ferreira Mendes, Nísia Andrade Villela Dessimoni Pinto e Poliana Mendes de Souza, vinculadas à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e à Universidade Federal de Lavras (UFLA).
O estudo investiga a influência de diferentes tratamentos térmicos (micro-ondas e estufa) sobre a composição nutricional, físico-química e propriedades funcionais da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima L.). A pesquisa propõe o aproveitamento desse subproduto agroindustrial como ingrediente funcional, contribuindo para a redução de desperdícios e a promoção da sustentabilidade alimentar.
Introdução
A abóbora (Cucurbita maxima L.), pertencente à família Cucurbitaceae e amplamente cultivada no Brasil, apresenta relevância econômica e nutricional, sobretudo na agricultura familiar. Apesar de suas sementes serem ricas em proteínas, fibras alimentares, lipídios poli-insaturados e compostos antioxidantes, grande parte delas é descartada após o consumo da polpa, o que representa desperdício de um material com alto potencial funcional e tecnológico.
A produção de farinha de semente de abóbora (FSA) é uma alternativa viável para o aproveitamento integral do fruto, podendo ser aplicada em produtos de panificação, confeitaria e formulações enriquecidas em fibras e proteínas. No entanto, o processamento térmico influencia diretamente as propriedades nutricionais e funcionais da farinha, sendo necessário avaliar métodos alternativos como a secagem por micro-ondas, que reduz o tempo de processamento e preserva melhor os nutrientes.
O objetivo do trabalho foi avaliar a influência dos tratamentos térmicos — secagem em micro-ondas e em estufa — na composição nutricional, físico-química e nas propriedades funcionais da FSA.
Materiais e Métodos
Foram utilizadas sementes da espécie Cucurbita maxima L., provenientes da agricultura familiar da região de Diamantina – MG, colhidas entre julho e agosto de 2017. Após higienização e secagem superficial, as sementes foram submetidas a dois processos:
· Secagem em estufa: a 60°C por 24 horas, em circulação de ar forçada.
· Secagem em micro-ondas: exposição por 3 minutos a 82°C, com intervalos de pesagem até peso constante.
Após a secagem, as sementes foram moídas e transformadas em farinha. As análises foram realizadas em triplicata, abrangendo:
· Composição centesimal (umidade, proteínas, lipídios, fibras, cinzas, carboidratos e valor calórico);
· Teores de minerais (Na, P, Mg, Ca, K, Cu, Zn, Mn e Fe);
· Propriedades funcionais: solubilidade do nitrogênio, absorção de água e óleo, volume de espuma, estabilidade de emulsão;
· Parâmetros de oxidação proteica e lipídica.
Resultados e Discussão
1. Composição centesimal e valor calórico
Os dois métodos produziram farinhas com composição semelhante, mas com diferenças significativas em proteína, fibra e umidade.
Parâmetro
Micro-ondas
Estufa
Umidade (%)
5,06 ± 0,16
6,15 ± 0,14
Proteína (%)
5,22 ± 0,05
4,95 ± 0,09
Fibra alimentar (%)
65,50 ± 0,55
63,95 ± 0,64
Lipídios (%)
36,96 ± 0,17
36,32 ± 0,50
Valor calórico (kcal/100g)
550,47 ± 1,19
543,24 ± 1,89
A secagem por micro-ondas preservou melhor as proteínas e reduziu a perda de umidade, resultando em farinha com maior teor proteico e calórico, além de teor elevado de fibra alimentar.
Os valores obtidos estão de acordo com os relatados na literatura (NAVES et al., 2010; SILVA et al., 2015), confirmando o potencial da FSA como fonte de nutrientes e fibras funcionais.
2. Minerais
Não houve diferenças significativas entre os métodos quanto aos teores minerais. A FSA apresentou bons níveis de fósforo, magnésio, zinco, manganês e ferro, confirmando o valor nutricional do subproduto.
3. Solubilidade de nitrogênio (SN)
A solubilidade proteica variou conforme o pH, apresentando menor valor em pH 3 (ponto isoelétrico) e maior em pH 9, comportamento típico de proteínas vegetais.
Nos pHs 7, 8 e 9, a FSA processada em micro-ondas mostrou maior solubilidade, indicando menor desnaturação proteica em comparação com a obtida em estufa.4. Absorção de água e óleo
A FSA seca em micro-ondas apresentou maior capacidade de absorção de água (173,33%) em relação à da estufa (152,67%), atribuída ao elevado teor de fibras.
A absorção de óleo foi semelhante entre as amostras (~590%), associada à presença de compostos hidrofóbicos e proteínas desnaturadas.
5. Oxidação proteica e lipídica
Os índices de oxidação foram significativamente menores na FSA seca por micro-ondas, demonstrando que o método reduz a degradação de proteínas e lipídios:
Parâmetro
Micro-ondas
Estufa
Oxidação proteica (µmol C/g)
31,60 ± 1,30
41,80 ± 2,59
Oxidação lipídica (mg MDA/kg)
0,57 ± 0,25
5,50 ± 0,40
Esses resultados indicam que a exposição prolongada ao calor da estufa intensifica as reações oxidativas, enquanto a radiação de micro-ondas preserva melhor os componentes bioativos.
6. Volume de espuma e estabilidade de emulsão
A FSA produzida em micro-ondas apresentou melhor formação e estabilidade de espuma, com valores médios de 62,7% de volume de espuma (contra 33,2% na estufa), e maior estabilidade de emulsão em todos os tempos analisados (30–300 minutos). Essas propriedades são associadas ao teor proteico mais elevado e à maior solubilidade no meio aquoso, tornando a farinha adequada para aplicações em produtos aerados e emulsificados, como bolos, mousses e sobremesas.
Conclusões
O estudo demonstrou que o método de secagem por micro-ondas é mais eficiente que a secagem convencional em estufa para a produção de farinha de semente de abóbora, proporcionando:
· Maior preservação proteica e menor oxidação;
· Maior teor de fibras e proteínas;
· Melhor solubilidade, absorção de água e estabilidade de espuma e emulsão.
A FSA, obtida por ambos os métodos, apresentou elevado valor nutricional e funcional, destacando-se como ingrediente promissor na formulação de alimentos funcionais e enriquecidos. No entanto, as autoras ressaltam a importância de novos estudos sobre fatores antinutricionais e toxicológicos, garantindo segurança para o consumo humano.
Palavras-chave:
Cucurbita maxima L.; processamento térmico; propriedades funcionais; farinha vegetal; proteínas vegetais; secagem por micro-ondas; sustentabilidade alimentar.
Referência ABNT:
VIEIRA, Kássia Héllen; LIMA, Fabiana Regina; MELO, Regiane de; PEREIRA, Keyla Carvalho; OLIVEIRA, Cássia Duarte; MENDES, Cristina Ferreira; PINTO, Nísia Andrade Villela Dessimoni; SOUZA, Poliana Mendes de. Caracterização da farinha de semente de abóbora obtida por secagem em micro-ondas e estufa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.7, n.3, p. 22267–22283, mar. 2021. DOI: 10.34117/bjdv7n3-100.
Prévia do Artigo
O artigo intitulado “Sementes de Abóbora: Prospecção para o Consumo Humano e Utilização Tecnológica” foi publicado na revista Disciplinarum Scientia. Série: Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), volume 17, número 1, páginas 111–124, em 2016. As autoras, Anelise Pigatto Bissacotti e Patrícia Medianeira Grigoletto Londero, apresentam uma revisão bibliográfica sistemática que busca reunir e analisar as evidências científicas sobre as propriedades nutricionais e funcionais das sementes de abóbora (Cucurbita spp.), bem como seus fatores antinutricionais e potenciais aplicações tecnológicas em produtos alimentícios. O estudo insere-se no contexto da valorização de subprodutos agroindustriais, destacando a semente de abóbora como ingrediente inovador e funcional, apto a enriquecer dietas humanas e contribuir para a sustentabilidade e a economia circular na indústria de alimentos.
Introdução
As sementes de abóbora, tradicionalmente consideradas resíduos agroindustriais, vêm ganhando atenção crescente por sua alta densidade nutricional e potencial funcional. A literatura mostra que elas contêm teores expressivos de proteínas, lipídios insaturados, fibras alimentares, minerais e compostos bioativos. O artigo destaca que a indústria de alimentos tem buscado novas formas de aproveitar subprodutos vegetais, promovendo a redução de desperdícios e a criação de novos produtos com valor agregado, em sintonia com os princípios da sustentabilidade e da segurança alimentar.
O objetivo do trabalho é resgatar as propriedades nutricionais, funcionais e antinutricionais das sementes de abóbora, bem como identificar suas aplicações tecnológicas em alimentos.
Metodologia
O estudo é uma revisão bibliográfica sistemática, realizada entre janeiro e novembro de 2015. As fontes consultadas incluíram as bases SciELO e Google Acadêmico, além de publicações de órgãos oficiais. Foram utilizados descritores como “semente de abóbora”, “propriedades funcionais”, “antinutrientes” e “utilização tecnológica”. Foram incluídos trabalhos publicados a partir de 2005, desde que relacionados diretamente ao tema e que abordassem os aspectos nutricionais, tecnológicos ou toxicológicos das sementes.
Propriedades Nutricionais e Funcionais
Os estudos revisados indicam que as sementes de abóbora apresentam alto valor calórico, baixo teor de carboidratos e expressivos teores de lipídios (30–40%), proteínas (28–33%), fibras (6–7%) e minerais (4–5%).
O isolado proteico obtido das sementes chega a conter até 91% de proteínas, com predominância dos aminoácidos glutâmico, arginina, aspártico, leucina, valina e fenilalanina (SILVA et al., 2012). O perfil de aminoácidos essenciais inclui metionina, cisteína, triptofano, lisina, treonina, isoleucina, valina, fenilalanina e leucina, demonstrando seu alto valor biológico.
Além disso, as sementes de abóbora são ricas em ácidos graxos poli-insaturados, especialmente ácido linoleico (47,7%) e oleico (30%), responsáveis por benefícios cardiovasculares e metabólicos, como:
· Redução da pressão arterial;
· Controle de diabetes e dislipidemias;
· Atividade antioxidante e hepatoprotetora;
· Prevenção de cânceres e melhora na função prostática;
· Efeito vermífugo e antidepressivo (MOHAMED et al., 2009; UMADEVI et al., 2011).
Estudos em animais e humanos reforçam o potencial das sementes de abóbora como alimento funcional, capaz de modular processos fisiológicos e reduzir riscos de doenças crônicas.
Fatores Antinutricionais e Métodos de Redução
As sementes também contêm substâncias antinutricionais, como hemaglutininas, antitripsínicos, ácido cianídrico, polifenóis e ácido oxálico, que podem afetar a digestibilidade e absorção de nutrientes. No entanto, esses compostos podem ser reduzidos a níveis seguros por meio de tratamentos térmicos, como torrefação, cozimento, secagem ou desengorduramento controlado.
· O cozimento por 10 minutos em água fervente foi considerado o método mais eficiente para reduzir a atividade hemaglutinante e os níveis de cianeto (DEL-VECHIO et al., 2005; NAVES et al., 2010a).
· A literatura aponta que o consumo de até 250–545 g de farinha de semente de abóbora por dia (em base seca) é seguro para um adulto de 70 kg, após processamento térmico adequado.
Aplicações Tecnológicas em Produtos Alimentícios
Os estudos analisados mostram ampla aplicabilidade da farinha ou isolado proteico de semente de abóbora em produtos panificados e confeitados, sem prejuízo sensorial.
Entre as formulações avaliadas:· Biscoitos tipo cookie: substituição parcial (30%) da farinha de trigo aumentou teores de proteína e fibra, com aceitação de até 84% dos consumidores (BORGES; BONILHA; MANCINI, 2006).
· Panetones: com 30% de farinha de semente de abóbora apresentaram boa textura e 90% de aprovação sensorial (SANTANGELO, 2006).
· Pães franceses: com substituição de 10–20% de farinha de trigo, mantiveram boa aparência e aumentaram os teores de proteína e fibra (LOPES et al., 2008).
· Bolos e muffins: o uso de até 15% de farinha de semente de abóbora elevou o valor nutricional, sem comprometer a aceitabilidade (BITENCOURT et al., 2014).
Essas aplicações comprovam que o ingrediente é tecnologicamente viável e sensorialmente aceito, podendo contribuir para formulações funcionais, ricas em proteínas e fibras.
Conclusões
As sementes de abóbora se destacam como fonte alternativa de proteínas, lipídios saudáveis e fibras, apresentando ainda compostos bioativos com ação antioxidante, hepatoprotetora, antidiabética, vermífuga e antidepressiva. O estudo conclui que:
· As sementes podem ser incorporadas em diferentes produtos alimentícios, enriquecendo-os nutricionalmente;
· Os antinutrientes são passíveis de redução por tratamentos térmicos simples;
· A aceitabilidade sensorial é alta, o que facilita sua inserção na dieta humana.
As autoras sugerem ampliar pesquisas sobre novas aplicações industriais e parâmetros ideais de processamento térmico, de modo a otimizar a segurança e o valor funcional do ingrediente.
Palavras-chave:
Sementes de abóbora; propriedades funcionais; fatores antinutricionais; proteínas vegetais; aproveitamento de subprodutos; desenvolvimento de alimentos.
Referência (ABNT)
BISSACOTTI, Anelise Pigatto; LONDERO, Patrícia Medianeira Grigoletto. Sementes de abóbora: prospecção para o consumo humano e utilização tecnológica. Disciplinarum Scientia. Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 17, n. 1, p. 111–124, 2016.
Prévia do Artigo
O artigo “Efeito da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima L.) sobre o metabolismo glicídico e lipídico em ratos”, publicado na Revista de Nutrição (Campinas), volume 21, número 2, páginas 129–136, em março/abril de 2008, foi desenvolvido por Priscila Machado de Cerqueira, Maria Cristina Jesus Freitas, Matilde Pumar e Sabrina Barreiros Santangelo, vinculadas à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O estudo, derivado de uma dissertação de mestrado, teve como objetivo avaliar os efeitos da farinha de semente de abóbora (FSA) — integral, peneirada e residual — sobre o metabolismo glicídico e lipídico de ratos Wistar, analisando parâmetros como glicose, colesterol e triacilgliceróis séricos. A pesquisa buscou demonstrar o potencial funcional e metabólico da semente como fonte alternativa de fibras, proteínas e lipídios insaturados, com efeitos benéficos à saúde metabólica.
Introdução
A fibra alimentar, constituída por polissacarídeos, lignina e outros compostos vegetais resistentes à digestão, exerce efeitos fisiológicos importantes, como regulação glicêmica, redução do colesterol e aumento do bolo fecal. Entretanto, a ingestão insuficiente de fibras está associada a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e dislipidemias.
Nesse contexto, a semente de abóbora (Cucurbita maxima L.) surge como uma fonte promissora de fibra e proteína vegetal. O trabalho foi motivado pela carência de dados comparativos sobre o efeito da farinha de semente de abóbora (FSA) no metabolismo, tendo como objetivo avaliar o impacto de três tipos de farinha — integral, peneirada e residual — no metabolismo glicídico e lipídico de ratos Wistar.
Materiais e Métodos
Foram utilizadas sementes de abóboras baianas (Cucurbita maxima L.) adquiridas na CEASA-RJ, higienizadas, secas em estufa (40°C/18h), torradas a 150–180°C por 10–15 min e resfriadas.
· FSA Integral: obtida por moagem completa.
· FSA Peneirada: moída e peneirada em malha doméstica.
· FSA Residual: composta basicamente pela casca e tegumento (fração fibrosa).
Os teores de umidade, cinzas, lipídios, proteínas e fibras foram determinados segundo métodos do Instituto Adolfo Lutz (1985).
Dieta experimental:
· 20 ratos Wistar machos recém-desmamados foram divididos em 4 grupos (controle, FSA integral, FSA peneirada e FSA residual).
· Cada grupo recebeu dieta isocalórica durante 10 dias, com substituição de 30% do amido e da dextrina da dieta controle pela FSA correspondente.
· O consumo alimentar e o peso corporal foram monitorados a cada 48h.
· Após o período experimental, o sangue foi coletado por punção cardíaca e analisado para glicose, triacilgliceróis e colesterol total (métodos enzimáticos).
A análise estatística utilizou ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05).
Resultados e Discussão
1. Composição Química das Farinhas (g/100g):
Tipo de FSA
Proteína
Lipídeos
Fibra Alimentar
Energia (kcal)
Integral
25,7
31,8
29,5
389,9
Peneirada
28,7
33,0
24,9
417,0
Residual
25,3
19,3
43,5
276,1
A FSA residual apresentou maior teor de fibras insolúveis, enquanto a peneirada concentrou mais lipídios e proteínas, provavelmente por manter o endosperma. Todas apresentaram valores expressivos de proteína e lipídios insaturados, compatíveis com os encontrados em outras espécies de cucurbita.
2. Ganho de Peso e Ingestão Alimentar
Não houve diferença significativa (p>0,05) no consumo médio e no ganho de peso corporal entre os grupos.
· Todos os ratos mantiveram crescimento semelhante (110g → 150g).
· A leve elevação no consumo alimentar (1–10%) nos grupos com FSA foi atribuída ao teor de fibra insolúvel, que estimula a ingestão.
3. Parâmetros Bioquímicos (mg/dL):
Grupo
Glicose
Triacilgliceróis
Colesterol Total
Controle
150,8
105,6
95,3
FSA Integral
82,5
89,3
85,2
FSA Peneirada
78,3
67,4
78,2
FSA Residual
89,3
82,1
67,5
Redução da glicose sérica:
Os grupos alimentados com FSA integral e peneirada apresentaram queda significativa (≈45%) nos níveis de glicose em comparação ao controle.
Redução dos triacilgliceróis:
A FSA peneirada mostrou o melhor efeito hipolipidêmico, com redução de 36% nos triacilgliceróis.
Colesterol:
Houve tendência de redução (10–36%) nos níveis séricos de colesterol total em todos os grupos experimentais.
Esses efeitos são atribuídos:
· à alta concentração de fibras insolúveis, que reduzem a absorção intestinal de glicose e lipídios;
· à presença de ácidos graxos poli-insaturados e antioxidantes nas sementes;
· e à ação potencial de proteínas bioativas, como o Fator Hageman, envolvido na coagulação e modulação metabólica.
Os resultados corroboram estudos prévios que associam o consumo de sementes e fibras vegetais à melhora do perfil glicêmico e lipídico.
Conclusões
A farinha de semente de abóbora (FSA) demonstrou importante potencial hipoglicemiante e hipolipidêmico, sem afetar o crescimento ou a ingestão alimentar dos animais.
· A FSA integral reduziu significativamente a glicemia.
· A FSA peneirada apresentou maior efeito na redução dos triacilgliceróis.
· Todas as farinhas contribuíram para a diminuição do colesterol sérico total.
Dessa forma, conclui-se que a FSA é um ingrediente funcional promissor, com efeitos benéficos sobre o metabolismo glicídico e lipídico, podendo ser utilizada em formulações alimentares voltadas à prevenção de dislipidemias e diabetes.
Palavras-chave:
Farinha vegetal; Cucurbita maxima; fibras alimentares; metabolismo lipídico; glicose; ratos Wistar; alimentos funcionais.
Referência ABNT:
CERQUEIRA, Priscila Machado de; FREITAS, Maria Cristina Jesus; PUMAR, Matilde; SANTANGELO, Sabrina Barreiros. Efeito da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima L.) sobre o metabolismo glicídico e lipídico em ratos. Revista de Nutrição, Campinas, v. 21, n. 2, p. 129–136, mar./abr. 2008. DOI: 10.1590/S1415-52732008000200003.
Prévia do Artigo
O artigo “Qualidade físico-química de farinha da semente de abóbora desidratada em estufa a 40°C”, publicado na Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável (v. 6, n. 5, p. 154–159, 2011, edição especial), foi desenvolvido por Luzia Márcia de Melo Silva, Francinalva Cordeiro de Sousa, Maria Karine de Sá Barreto Feitosa, Christopher Stallone de Almeida Cruz e Elisabete Piancó de Sousa, vinculados à Universidade Federal da Paraíba (UFCG) e à FATEC Cariri.
O estudo buscou obter e caracterizar a farinha da semente de abóbora (Cucurbita maxima), avaliada após desidratação em estufa a 40°C, analisando seus parâmetros físico-químicos e ressaltando o potencial nutritivo e funcional desse resíduo agroindustrial. A pesquisa integra a tendência de valorização de subprodutos vegetais ricos em fibras, proteínas e lipídios, promovendo sustentabilidade e inovação na indústria alimentícia.
Introdução
A crescente busca por alimentos funcionais e sustentáveis tem levado à valorização de resíduos agroindustriais como fontes alternativas de nutrientes. Entre eles, destacam-se as sementes de abóbora (Cucurbita maxima), tradicionalmente descartadas, mas que apresentam alto teor de fibras alimentares, proteínas, lipídios e fitoesteróis, além de compostos bioativos como a cucurbitacina, de reconhecida ação anti-helmíntica.
A indústria alimentícia, atenta à demanda por produtos ricos em fibras e de baixo custo, tem investigado a aplicação de subprodutos vegetais na formulação de farinhas, agregando valor e reduzindo o impacto ambiental. A semente de abóbora é uma alternativa promissora para enriquecer alimentos de panificação e massas, promovendo benefícios à saúde e contribuindo para a economia circular.
Objetivo
O estudo teve como principal objetivo produzir farinha de semente de abóbora desidratada em estufa a 40°C e avaliar suas propriedades físico-químicas, determinando sua viabilidade como ingrediente alimentar e seu potencial funcional.
Materiais e Métodos
As abóboras foram coletadas na região do Cariri (CE) e processadas no Laboratório de Processamento de Alimentos de Origem Vegetal da FATEC Cariri.
Etapas do processamento:
1. Higienização e sanitização com hipoclorito de sódio (200 ppm por 15 min).
2. Corte e remoção das sementes, seguidos de lavagem.
3. Secagem das sementes em estufa ventilada a 40°C por 24 horas.
4. Torrefação, trituração em moinho e peneiramento para padronização granulométrica.
5. Acondicionamento em sacos plásticos etiquetados e armazenamento sob refrigeração (-18°C).
As análises físico-químicas foram realizadas em triplicata, utilizando metodologias oficiais do Instituto Adolfo Lutz (2005) e Pearson (1971). Foram determinados:
· Umidade (% de água);
· Cinzas (resíduo mineral fixo);
· Lipídeos (Soxhlet, solvente hexano);
· Proteínas (método Kjeldahl, fator 6,25);
· Fibras totais;
· Carboidratos totais (por diferença);
· Valor energético (kcal/100g), calculado pelos fatores de Atwater (4-4-9).
Resultados e Discussão
Tabela 1 – Composição Físico-Química da Farinha de Semente de Abóbora (FSA):
Parâmetro
Valor (%)
Umidade
5,98
Cinzas
5,46
Lipídeos
35,60
Proteínas
5,00
Fibras Totais
64,87
Carboidratos Totais
47,96
Valor Calórico
532,25 kcal/100g
Interpretação dos resultados:
· O baixo teor de umidade (5,98%) indica boa estabilidade microbiológica, estando bem abaixo do limite máximo de 15% exigido pela RDC nº 263/2005 (ANVISA) para farinhas.
· O teor de lipídeos (35,6%) é elevado, caracterizando a farinha como rica em óleos vegetais insaturados, com potencial uso em fortificação nutricional e produção de alimentos energéticos.
· A quantidade de fibras (64,87%) foi consideravelmente alta, indicando excelente capacidade funcional para melhorar o trânsito intestinal e reduzir níveis de colesterol e glicose.
· Embora o teor proteico (5%) seja inferior ao observado em algumas espécies de Cucurbitaceae, ainda representa uma contribuição relevante à dieta.
· O valor calórico elevado (532,25 kcal/100g) confirma o potencial energético da farinha, principalmente em razão do alto conteúdo de lipídios e carboidratos.
Esses resultados se alinham aos obtidos por Santangelo (2006) e Pumar et al. (2008), que verificaram comportamento semelhante em produtos derivados de abóbora. Estudos correlatos também demonstram que a adição da farinha de sementes de abóbora em pães, bolos e biscoitos aumenta o teor de fibras e reduz o desperdício industrial.
Além do valor nutricional, a presença de cucurbitacina confere à farinha propriedades antiparasitárias e anti-inflamatórias, o que amplia sua aplicabilidade como ingrediente funcional em dietas saudáveis.
Conclusões
· A farinha da semente de abóbora desidratada em estufa a 40°C apresentou excelente qualidade físico-química, sendo rica em fibras e lipídios e com baixo teor de umidade.
· O processamento proposto mostrou-se viável e eficiente, mantendo a integridade nutricional do produto.
· O aproveitamento desse resíduo agroindustrial pode reduzir desperdícios, agregar valor econômico e promover sustentabilidade ambiental.
· A FSA tem grande potencial de aplicação na indústria alimentícia, especialmente como ingrediente funcional em produtos panificáveis e dietas com foco em saúde digestiva e cardiovascular.
Palavras-chave:
Cucurbita maxima; Farinha funcional; Resíduo agroindustrial; Fibras alimentares; Sustentabilidade.
Referência ABNT:
SILVA, L. M. de M.; SOUSA, F. C. de; FEITOSA, M. K. de S. B.; CRUZ, C. S. de A.; SOUSA, E. P. de. Qualidade físico-química de farinha da semente de abóbora desidratada em estufa a 40°C. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Mossoró, v. 6, n. 5, p. 154–159, dez. 2011.
Prévia do Artigo
“Análise físico-química e nutricional de farinha à base de coprodutos da abóbora (Cucurbita moschata)”
Autores: Tiago Soares, Ligianara Veloso de Moura, Laís Lima Castro Abreu, Jurandy do Nascimento Silva, Gabriela Almeida de Paula, Stella Regina Arcanjo Medeiros, Joilane Alves Pereira Freire. Revista Evidência, v. 23, n. 2, p. 163-174, 2023
Este artigo investiga o aproveitamento integral da abóbora cucurbita moschata, com foco na produção de farinhas obtidas a partir de seus coprodutos (casca, semente e polpa). Tradicionalmente descartados pela indústria alimentícia, esses resíduos podem se transformar em ingredientes de alto valor nutricional e funcional. O estudo analisa a composição centesimal, os teores de compostos bioativos e a atividade antioxidante dessas farinhas, demonstrando seu potencial como ingredientes funcionais para enriquecimento de alimentos. O trabalho reforça a importância da sustentabilidade, agregação de valor e combate ao desperdício alimentar.
Introdução
A crescente demanda por alimentos funcionais e sustentáveis impulsiona o estudo de coprodutos agroindustriais. A abóbora (Cucurbita moschata) é amplamente consumida no Brasil, mas suas cascas e sementes são frequentemente descartadas, apesar de serem fontes de proteínas, fibras, lipídios e fitoquímicos antioxidantes. Incorporar esses resíduos na forma de farinhas pode representar uma alternativa para o desenvolvimento de alimentos enriquecidos, reduzindo o impacto ambiental e promovendo a segurança alimentar. O objetivo do estudo foi caracterizar físico-quimicamente farinhas produzidas a partir da casca, semente e polpa da abóbora, evidenciando seu potencial funcional e nutricional.
Metodologia
· Matéria-prima: Abóboras provenientes de agricultura familiar (Oeiras – PI).
· Coprodutos analisados:
1. FCA – Farinha de Casca
2. FSA – Farinha de Semente
3. FPA – Farinha de Polpa
· Análises realizadas:
1. Composição centesimal: umidade, proteínas, lipídios, cinzas, carboidratos e amido danificado.
2. Compostos bioativos: fenólicos totais e flavonoides (método Folin-Ciocalteu).
3. Atividade antioxidante: ensaios DPPH e CAOT (fosfomolibdênio).
· Tratamento estatístico: ANOVA com p < 0,05.
Resultados
1. Composição Centesimal
Componente
Amostra com maior valor
Proteínas e Lipídeos
Farinha da Semente (FSA)
Carboidratos e Amido
Farinhas de Casca (FCA) e Polpa (FPA)
Cinzas (Minerais)
Farinha da Semente (FSA)
Todas as farinhas apresentaram umidade adequada (<15%), conforme padrão da ANVISA.
2. Compostos fenólicos e flavonoides
· A FCA (casca) apresentou maior teor de fenólicos totais e capacidade antioxidante total.
· A FSA (semente) destacou-se em flavonoides, especialmente em concentrações de 1%.
· A combinação dos coprodutos apresenta perfil funcional completo.
3. Atividade antioxidante (DPPH e CAOT)
· A casca demonstrou a maior atividade antioxidante, especialmente em concentrações de 10%.
· Os valores aumentaram proporcionalmente à concentração das farinhas.
· Indícios da presença de carotenoides e compostos fenólicos bioativos.
Discussão
Os resultados demonstram que os coprodutos da abóbora são fontes relevantes de proteínas, fibras e antioxidantes naturais. A farinha da semente é rica em macronutrientes, enquanto a farinha da casca destaca-se por sua capacidade antioxidante, tornando-se promissora para aplicação em produtos de panificação, massas e alimentos funcionais. O aproveitamento integral da abóbora contribui simultaneamente para:
· Valorização nutricional de alimentos,
· Redução de desperdício agroindustrial,
· Sustentabilidade e economia circular.
Conclusão
As farinhas obtidas a partir da casca, semente e polpa da abóbora (Cucurbita moschata) apresentam alto potencial nutricional e funcional, sendo adequadas para aplicação em formulações alimentícias enriquecidas. Consideradas fontes naturais de proteínas, fibras e compostos antioxidantes, elas podem contribuir para o desenvolvimento de alimentos mais saudáveis e sustentáveis. O estudo reforça a viabilidade tecnológica e nutricional do uso de coprodutos vegetais como estratégia para inovação alimentar e combate ao desperdício.
Referência ABNT:
SOARES, Tiago; MOURA, Ligianara Veloso de; ABREU, Laís Lima Castro; SILVA, Jurandy do Nascimento; PAULA, Gabriela Almeida de; MEDEIROS, Stella Regina Arcanjo; FREIRE, Joilane Alves Pereira. Análise físico-química e nutricional de farinha à base de coprodutos da abóbora (Cucurbita moschata). Revista Evidência, Joaçaba, v. 23, n. 2, p. 163-174, 2023.
Prévia do Artigo
“Características bromatológicas e terapêuticas da farinha de resíduos de abóbora: Revisão sistemática”
Autores: Kellen Cristina Masaro Carvalho, Aline Manke Nachtigall, José Antonio Dias Garcia, Andressa Santanna Natel Research, Society and Development, v. 10, n. 4, e12810413749, 2021
Este artigo apresenta uma revisão sistemática sobre o uso de farinhas produzidas a partir de resíduos de abóbora (Cucurbita moschata) — principalmente casca e semente — investigando suas características bromatológicas (nutricionais) e potenciais terapêuticos. Com base em publicações nacionais dos últimos 10 anos, a revisão evidencia que esses coprodutos são ricos em lipídios, fibras, proteínas, minerais e compostos antioxidantes, podendo ser utilizados na alimentação humana e animal como ingredientes funcionais, além de promover sustentabilidade e redução de desperdícios.
Introdução
O Brasil enfrenta altos índices de desperdício alimentar, com grande volume de resíduos provenientes do processamento de vegetais. A abóbora, amplamente consumida, gera resíduos como cascas e sementes que são descartados, apesar de possuírem elevado potencial nutricional. Esses subprodutos contêm compostos bioativos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e possíveis aplicações terapêuticas. Diante disso, o objetivo do estudo foi identificar e analisar evidências científicas sobre as características bromatológicas e terapêuticas da farinha de resíduos de abóbora (Cucurbita moschata), destacando seu potencial como alimento funcional.
Metodologia
· Tipo de estudo: Revisão sistemática (2011–2020)
· Bases consultadas: BVS-LILACS, CAPES, SciELO e Google Acadêmico
· Termos utilizados: “farinha de abóbora”, “casca de abóbora”, “sementes de abóbora”, “coprodutos de Cucurbita moschata”
· Critérios de inclusão: Artigos completos, publicados no Brasil, em português, com foco em características bromatológicas ou terapêuticas
· Número de estudos finais incluídos: 4 artigos
Os dados extraídos incluíram: título, ano, autores, local da pesquisa e principais resultados nutricionais e terapêuticos.
Resultados
Composição Bromatológica
Os estudos indicaram que as farinhas de resíduos de abóbora apresentam:
· Alta concentração de lipídios e proteínas – especialmente na farinha da semente (FSA)
· Elevado teor de fibras – com destaque para fibras insolúveis
· Cinzas acima dos valores da farinha de trigo, indicando presença de minerais
· Carboidratos variáveis – mais elevados na farinha da casca (FCA)
Farinhas de semente possuem cerca de 32–33% de proteínas e 35% de lipídios, sendo fortes candidatas à substituição parcial da farinha de trigo.
Compostos Bioativos e Atividade Antioxidante
· Farinhas demonstraram presença de fenólicos e flavonoides, com potencial antioxidante
· Estudos revelaram atividade anti-helmíntica potencial da semente, porém dependente da digestibilidade
· A farinha de semente apresentou índices elevados de capacidade antioxidante (CAOT e DPPH)
Aspectos Terapêuticos
· Potencial anti-helmíntico em equinos, ainda sem eficácia comprovada em doses elevadas
· Presença de compostos como cucurbitacinas, associadas a ação anti-inflamatória e antiparasitária
· Possível aplicação em dietas para prevenção de doenças metabólicas
Discussão
A farinha de resíduos de abóbora destaca-se como ingrediente sustentável e funcional, podendo enriquecer alimentos com fibras, proteínas e antioxidantes. Sua composição supera farinhas tradicionais em nutrientes essenciais. Entretanto, estudos terapêuticos ainda são escassos, e os autores recomendam ensaios clínicos para comprovar benefícios medicinais em humanos.
Conclusão
A utilização de farinhas obtidas da casca e semente da abóbora representa uma alternativa nutricional viável e sustentável, com capacidade de contribuir para:
· Combate ao desperdício alimentar
· Enriquecimento nutricional de produtos alimentícios
· Potencial funcional e terapêutico
Embora promissora, a aplicação terapêutica exige novos estudos experimentais e clínicos.
CARVALHO, Kellen Cristina Masaro; NACHTIGALL, Aline Manke; GARCIA, José Antonio Dias; NATEL, Andressa Santanna. Características bromatológicas e terapêuticas da farinha de resíduos de abóbora: revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 10, n. 4, e12810413749, 2021.
Prévia do Artigo
O artigo "Farinha de semente de abóbora: elaboração, características físicas, físico-químicas e químicas", apresentado no I Simpósio Online Sul-americano de Tecnologia, Engenharia e Ciência de Alimentos em 2022, investiga o aproveitamento de sementes de abóbora (*Cucurbita maxima* L.) para produção de farinha (FSA). Os autores, Gorgonio, Pumar e Mothé, avaliam o rendimento, as propriedades físicas, físico-químicas e a composição nutricional da FSA, destacando seu potencial como ingrediente nutritivo e sustentável, especialmente para dietas sem glúten. O estudo reforça a importância do aproveitamento integral de alimentos, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Introdução
Cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no mundo, com aproximadamente 60 kg por pessoa no Brasil. O aproveitamento integral de alimentos, como sementes, cascas e talos, reduz o desperdício, os custos de produção e os impactos ambientais, além de enriquecer nutricionalmente a dieta. A abóbora, cultivada desde 2000 a.C. nas Américas, tem sua polpa amplamente consumida, mas as sementes são frequentemente descartadas, apesar de seu alto valor nutricional, incluindo proteínas, lipídeos, fibras e compostos bioativos.
Objetivo
Elaborar farinha a partir de sementes de abóbora (*Cucurbita maxima* L.) e avaliar seu rendimento, características físicas, físico-químicas e composição química.
Materiais e Métodos
· Matéria-prima: Abóboras (*Cucurbita maxima* L.) adquiridas no CEASA-RJ.
· Processamento: As sementes foram lavadas, desidratadas a 70°C por 13 horas, trituradas e peneiradas.
· Análises: Foram determinados rendimento, Índice de Absorção de Água (IAA), Índice de Solubilidade em Água (ISA), pH, acidez titulável total (ATT), sólidos solúveis totais (SST), teor de glúten e composição centesimal.
Resultados e Discussão
Rendimento: A partir de 5.252,31 g de sementes *in natura*, obteve-se 47,75% de FSA. O rendimento a partir das sementes desidratadas foi de 93,9%.
Características físicas:
· IAA: 3,31 g gel/g, indicando alta capacidade de absorção de água, típica de fibras insolúveis.
· ISA: 9,58%, refletindo a presença de sólidos solúveis.
Aspectos físico-químicos:
· pH: 5,75 (adequado para evitar crescimento microbiano e reações de escurecimento).
· ATT: 14,72% mL/g (inferior a estudos anteriores devido à maior temperatura de processamento).
· SST: 3,24%, coerente com o ISA.
· Relação SST/ATT: 0,22, indicando equilíbrio entre carboidratos e ácidos orgânicos.
· Glúten: 0%, permitindo uso em produtos para celíacos.
Composição centesimal (% base seca):
· Umidade: 5,12% (dentro do limite legal de 15%).
· Cinzas: 3,69% (superior ao da farinha de trigo integral).
· Lipídeos: 36,12% (ácidos graxos insaturados, como oleico e linoleico).
· Proteínas: 33,65% (equivalente a leguminosas como soja e feijão).
· Fibras insolúveis: 29,50%.
· Carboidratos totais: 26,54%.
· Valor calórico: 459,68 kcal/100g.
Conclusões
A farinha de semente de abóbora (FSA) apresenta composição nutricional rica em proteínas, lipídeos e fibras, com umidade adequada e ausência de glúten. Suas características físico-químicas favorecem a aplicação em *blendings* com outras farinhas para enriquecer produtos como pães, bolos e biscoitos, especialmente para celíacos. O processamento a 70°C mostrou-se eficiente na inativação enzimática e na obtenção de um produto estável.
Implicações Práticas
A FSA representa uma alternativa sustentável para reduzir o desperdício de alimentos e promover a nutrição, alinhando-se às metas de consumo responsável. Seu uso pode diversificar a alimentação e contribuir para a segurança alimentar.
Referências (ABNT)
GORGONIO, C. M. S.; PUMAR, M.; MOTHÉ, C. G. Farinha de semente de abóbora: elaboração, características físicas, físico-químicas e químicas. In: I SIMPÓSIO ONLINE SUL-AMERICANO DE TECNOLOGIA, ENGENHARIA E CIÊNCIA DE ALIMENTOS, 2022, Online. Anais... [S. l.], 2022. p. 1-8. Disponível em:https://www.researchgate.net/publication/360447029. Acesso em: 25 jun. 2023.
FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. Food wastage footprint: impacts on natural resources. Rome: FAO, 2013.
INSTITUTE OF MEDICINE. Food and nutrition board: dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fat acids, cholesterol, protein and amino acids. Washington, DC: National Academies Press, 2002.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Regulamento Técnico para Rotulagem Nutricional Obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados. RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2003.
TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. 4. ed. Campinas: NEPA-UNICAMP, 2011.
Prévia do artigo
O artigo “Avaliação do efeito fisiológico da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima, L.) no trato intestinal de ratos” (PUMAR et al., 2008) investiga os efeitos da farinha de semente de abóbora (FSA) sobre o funcionamento intestinal e a fisiologia digestiva de ratos Wistar. O estudo busca compreender o papel dessa farinha como fonte de fibra alimentar e avaliar sua ação laxativa, comparando diferentes tipos de processamento (integral, peneirada e residual). A pesquisa se insere no contexto do crescente interesse por alimentos funcionais e pelo uso de subprodutos vegetais como fonte natural de fibras na dieta humana.
Introdução
O artigo inicia destacando que a promoção da saúde está intimamente ligada à nutrição equilibrada, e que o baixo consumo de fibras alimentares contribui para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis. As fibras exercem efeitos benéficos no trato gastrointestinal, variando conforme sua solubilidade. As insolúveis, como celulose e lignina, aumentam o volume fecal, aceleram o trânsito intestinal e melhoram a consistência das fezes.
Diante da redução do consumo de fibras pela população, cresce o interesse industrial em fontes vegetais alternativas. Nesse cenário, a semente de abóbora surge como uma opção promissora, pois contém altos teores de fibras, proteínas e ácidos graxos poli-insaturados, além de compostos bioativos com benefícios metabólicos e nutricionais já comprovados em estudos anteriores. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito fisiológico da farinha de semente de abóbora (FSA) no trato intestinal de ratos jovens.Materiais e métodos
Foram utilizadas sementes da abóbora baiana (Cucurbita maxima L.), coletadas no CEASA-RJ. As sementes foram higienizadas, torradas, trituradas e peneiradas, originando três tipos de farinha:
· Integral, contendo todas as partes da semente;
· Peneirada, composta predominantemente pelo endosperma;
· Residual, rica em casca (tegumento), portanto com mais fibra insolúvel.
As farinhas foram armazenadas sob refrigeração e analisadas quanto a umidade, cinzas, proteínas, lipídios, carboidratos e fibra alimentar.
Foram formuladas quatro rações: um controle e três experimentais (com substituição de 30% do amido e dextrina por FSA integral, peneirada ou residual). Vinte ratos Wistar machos recém-desmamados foram divididos em quatro grupos (controle e três experimentais), sendo monitorados por 10 dias. Avaliaram-se:
· Ganho de peso corporal,
· Consumo de ração,
· Peso e volume fecal,
· Teor de fibra insolúvel excretada,
· Morfologia fecal (microscopia eletrônica),
· pH do material cecal (intestino grosso).
Os dados foram analisados estatisticamente por ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05).
Resultados e discussão
1. Composição das farinhas de semente de abóbora (FSA)
As FSAs apresentaram altos teores de proteína (26–28%), lipídios (20–33%) e fibra insolúvel (25–48%), com variação conforme o tipo de processamento.
A FSA residual, formada principalmente pela casca, apresentou o maior teor de fibra insolúvel (47,5%), enquanto as FSAs integral e peneirada mostraram teores mais altos de lipídios e proteínas.2. Características das rações e crescimento dos animais
As rações experimentais, apesar das diferenças de composição, tiveram valor energético semelhante (363–386 kcal/100g). Durante o experimento, não houve diferença significativa no ganho de peso corporal nem no consumo alimentar entre os grupos. Isso indica que a adição de FSA não afetou a palatabilidade nem o valor nutricional global das dietas.
3. Peso e características fecais
Os ratos alimentados com as FSAs apresentaram aumento significativo no peso e volume das fezes (p < 0,05), em comparação ao grupo controle. O efeito foi mais pronunciado para o grupo com FSA residual, refletindo o maior conteúdo de fibra insolúvel. A fibra insolúvel aumenta o peso fecal por reter água e resistir à fermentação no intestino grosso, promovendo efeito laxativo natural. Apesar do aumento no peso das fezes, a umidade fecal não variou significativamente entre os grupos, sugerindo que as fibras da FSA têm baixa capacidade de retenção de água e são pouco fermentáveis.
4. Excreção de fibra insolúvel
A quantidade de fibra insolúvel excretada foi maior em todos os grupos experimentais, especialmente no grupo com FSA residual, que apresentou diferença significativa tanto no início (T1) quanto no final do experimento (T5). Essa observação reforça o efeito físico da fibra insolúvel sobre o trânsito intestinal.
5. Análise morfológica das fezes (MEV)
As imagens obtidas por microscopia eletrônica mostraram estruturas fibrosas resistentes nas fezes dos animais que consumiram FSAs, evidenciando que as fibras passam praticamente intactas pelo trato digestivo. O grupo da FSA peneirada apresentou partículas menores e mais numerosas, enquanto os grupos da FSA integral e residual mostraram partículas maiores e mais compactas.
6. pH e peso do cécum
Os ratos alimentados com FSAs apresentaram pH cecal mais baixo (6,8 a 6,9) do que o grupo controle (7,1), o que pode indicar aumento da atividade fermentativa bacteriana devido à presença de fibras. A redução significativa do pH cecal foi observada somente no grupo FSA residual, demonstrando um leve estímulo à fermentação e à saúde intestinal.
Conclusões
As farinhas de semente de abóbora, principalmente a residual, mostraram-se ricas em proteínas, lipídios e fibras insolúveis. As dietas enriquecidas com essas farinhas:
· Não alteraram o ganho de peso dos animais,
· Aumentaram o peso e volume fecal,
· Intensificaram a excreção de fibra insolúvel,
· Promoveram efeito laxativo leve, associado à redução do pH intestinal.
Os resultados comprovam o potencial funcional da farinha de semente de abóbora como fonte natural de fibra alimentar, sendo uma alternativa viável para enriquecimento de produtos alimentícios. Além do valor nutricional, o aproveitamento das sementes representa benefício ambiental e econômico, ao transformar um resíduo vegetal em ingrediente funcional.
Referência (ABNT):
PUMAR, Matilde; FREITAS, Maria Cristina Jesus; CERQUEIRA, Priscila Machado de; SANTANGELO, Sabrina Barreiros. Avaliação do efeito fisiológico da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima, L.) no trato intestinal de ratos. Ciência e Tecnologia de Alimentos, Campinas, v. 28, supl., p. 7–13, dez. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-20612008000500002. Acesso em: 13 out. 2025.
Prévia do artigo
O artigo “Produção e caracterização de farinha de casca e semente de abóbora (Cucurbita moschata)” (MASARO CARVALHO et al., 2023) analisa o potencial nutricional e funcional das farinhas elaboradas a partir de subprodutos da abóbora, com foco na casca (FCA) e na semente (FSA). O estudo busca caracterizar suas propriedades bromatológicas, físicas, microbiológicas e antioxidantes, avaliando a viabilidade de utilização dessas farinhas como ingredientes para panificação e alimentação funcional. A pesquisa destaca o aproveitamento integral de vegetais como alternativa sustentável, econômica e nutricionalmente enriquecedora, reduzindo desperdícios e agregando valor à produção agrícola familiar.
Introdução
O artigo contextualiza a crescente demanda por produtos orgânicos e sustentáveis no Brasil, ressaltando a importância da abóbora (Cucurbita moschata) para a agricultura familiar e o aproveitamento de seus resíduos — cascas e sementes — que possuem grande valor nutricional. Esses subprodutos contêm fibras, proteínas, minerais, vitaminas e compostos bioativos, como carotenoides e fenóis, que apresentam propriedades antioxidantes e terapêuticas. Assim, o estudo propõe a transformação dessas partes em farinhas, visando reduzir impactos ambientais e promover o uso integral dos alimentos em preparações panificáveis, agregando valor funcional e nutricional.
Materiais e métodos
As abóboras da cultivar “pescoço”, com peso médio entre 3 e 8 kg, foram coletadas de produtores do Sul de Minas Gerais. Após higienização e sanitização, as cascas e sementes foram secas em estufa a 90°C por 12 horas, trituradas e peneiradas para obtenção das farinhas.
As análises foram conduzidas em triplicata e incluíram:
· Composição centesimal: umidade, cinzas, proteínas, lipídios, fibras, carboidratos e valor energético (segundo AOAC, 2012);
· Cor, pH e atividade de água (Aw): utilizando colorímetro e medidor digital;
· Compostos bioativos e antioxidantes: determinação de fenólicos totais, flavonoides e atividade antioxidante pelo método ABTS+;
· Análises microbiológicas: presença de Bacillus cereus, Salmonella spp. e Escherichia coli, conforme normas ISO (2001–2017).
Os resultados foram analisados com cálculo de médias e desvios padrão.
Resultados e discussão
1. Composição centesimal
Os resultados indicaram diferenças significativas entre as farinhas:
Parâmetro
FCA (casca)
FSA (semente)
Umidade
7,75%
5,16%
Cinzas
8,25%
4,66%
Proteínas
14,96%
31,75%
Lipídios
2,96%
27,17%
Fibras
23,66%
13,79%
Carboidratos
42,39%
17,44%
Valor energético
256,12 kcal/100g
441,33 kcal/100g
A FCA apresentou maiores teores de fibras, cinzas e carboidratos, enquanto a FSA se destacou pelo alto conteúdo de proteínas e lipídios, refletindo seu potencial proteico e energético. Ambas atenderam aos limites de umidade e segurança alimentar definidos pela RDC nº 711/2022 (ANVISA).
A elevada quantidade de proteínas (acima de 12%) classifica as duas farinhas como “alimentos de alto teor proteico”, segundo a RDC nº 54/2012. Além disso, os teores de fibras alimentares também atendem à classificação de “alto teor de fibras”, o que sugere benefícios para o trânsito intestinal e saciedade.
A gordura da FSA foi de excelente qualidade nutricional, predominando ácidos graxos insaturados (oleico e linoleico), associados à prevenção de doenças cardiovasculares e propriedades anti-inflamatórias.
2. Cor, pH e atividade de água
A coloração da FSA apresentou maior luminosidade (L*=67,74) e tonalidade amarelada (Hue=87,59), em comparação à FCA (L*=64,64; Hue=73,73), indicando aparência mais clara e atrativa para uso em panificação. Ambas apresentaram baixa atividade de água (Aw < 0,60) — FCA (0,47) e FSA (0,46) — o que reduz o risco microbiológico e prolonga a vida útil. Os valores de pH foram de 5,54 (FCA) e 6,26 (FSA), classificando-as como produtos de baixa acidez, estáveis e seguros para armazenamento à temperatura ambiente.
3. Compostos bioativos e atividade antioxidante
Os resultados mostraram teores relevantes de compostos fenólicos e flavonoides, com destaque para a farinha de casca (FCA):
Parâmetro
FCA
FSA
Fenólicos totais (mg EAG/g)
2,92
1,17
Flavonoides totais (mg ECAT/g)
5,67
0,70
Atividade antioxidante (µmol Eq. Trolox/g)
37,33
17,73
A FCA apresentou maior teor de compostos fenólicos e flavonoides, refletindo em maior atividade antioxidante. Esses compostos são conhecidos por seus efeitos antioxidantes, antidiabéticos e anticancerígenos, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.
A relação entre antioxidantes e fenóis/flavonoides (índices PAOXI e FLAOXI) mostrou maior capacidade da FCA em neutralizar radicais livres.
4. Qualidade microbiológica
Ambas as farinhas atenderam integralmente aos padrões microbiológicos da IN nº 161/2022 (ANVISA), apresentando ausência de Salmonella spp., E. coli e Bacillus cereus dentro dos limites aceitáveis. Esses resultados confirmam que os métodos de secagem e higienização adotados garantem a segurança alimentar das farinhas, permitindo seu uso seguro em alimentos humanos.
Conclusões
O estudo demonstra que as farinhas de casca e semente de abóbora (FCA e FSA) são alimentos funcionais e sustentáveis, com potencial para enriquecer produtos panificados. Os principais resultados indicam que:
· A FCA é rica em fibras, minerais e compostos antioxidantes;
· A FSA é fonte de proteínas e gorduras saudáveis;
· Ambas possuem baixo teor de umidade e alta estabilidade microbiológica;
· Apresentam coloração atrativa e valor nutricional elevado.
Assim, o aproveitamento desses subprodutos promove redução do desperdício, valorização da agricultura familiar, sustentabilidade ambiental e melhoria do valor funcional de alimentos industrializados.
Referência (ABNT):
MASARO CARVALHO, Kellen Cristina; AGUIAR, Tatiany Corrêa; NACHTIGALL, Aline Manke; NATEL, Andressa Santanna. Produção e caracterização de farinha de casca e semente de abóbora (Cucurbita moschata). Revista Desafios, v. 3, n. 1, p. 1–18, 2023. DOI: http://dx.doi.org/10.20873/DEZ_23_11. Acesso em: 13 out. 2025.